A história do hidroavião Jahú e de seu comandante, João Ribeiro de Barros, é uma das narrativas mais fascinantes e pouco conhecidas da aviação brasileira. Em 28 de abril de 1927, três semanas antes de Charles Lindbergh atravessar o Atlântico Norte e se tornar um ícone mundial, um jovem brasileiro de apenas 27 anos completava a primeira travessia aérea do Atlântico Sul sem escalas — um feito técnico extraordinário que colocou o Brasil no mapa da aviação mundial. Partindo de Cabo Verde, a tripulação brasileira cruzou o oceano até Fernando de Noronha em 12 horas, consolidando o Brasil na vanguarda da aviação. Os tripulantes eram o Comandante João Ribeiro de Barros, o co-piloto João Negrão, o navegador Newton Braga e o mecânico Vasco Cinquini. O feito de 1927 foi um momento marcante da aviação brasileira, comemorado com festas no Rio de Janeiro e São Paulo, onde a aeronave pousou na represa de Santo Amaro em agosto do mesmo ano. O hidroavião, feito de madeira, enfrentou o desafio técnico da navegação de longa distância sem métodos eletrônicos.

19março202619 de março de 2026